“Ecos de Humanidade” é uma instalação multimédia interativa pensada para um espaço fechado, escuro e controlado, como uma sala de exposição, galeria, museu, escola ou evento cultural. O participante entra num ambiente onde as paredes funcionam como superfícies de projeção. No início, vê apenas silhuetas humanas desfocadas, dispersas e quase imóveis.
Estas silhuetas representam presenças humanas incompletas, como memórias ou sombras de pessoas. A instalação só ganha vida quando alguém entra e interage. A presença do participante aproxima as silhuetas, a voz cria ondas visuais, o toque gera pulsações de luz e a participação de várias pessoas cria ligações luminosas entre figuras.
A mensagem principal da instalação é que a humanidade é construída através da relação. O ser humano não existe isoladamente; existe através das suas ligações, memórias, gestos e formas de comunicação. A tecnologia, neste projeto, não procura substituir a experiência humana, mas torná-la visível e sensível.
A instalação pretende despertar emoções como curiosidade, introspeção, empatia e consciência do outro. Ao ver o espaço transformar-se com os seus gestos, o participante é levado a refletir sobre o impacto das suas ações no ambiente e nas pessoas à sua volta.